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31 anos conectando conhecimento e gestão: a trajetória da FADEPE e os desafios para o futuro
Ao longo de seus 31 anos de atuação, a FADEPE acompanhou as transformações da universidade, da pesquisa e da gestão pública no Brasil. Nesse período, a Fundação ampliou sua atuação, fortaleceu parcerias e consolidou seu papel no apoio a projetos de ensino, pesquisa, extensão, inovação e desenvolvimento institucional.
Para refletir sobre essa trajetória e os desafios que se apresentam para os próximos anos, a FADEPE conversou com o professor Marcos Tanure, diretor-executivo da Fundação. Graduado em Administração, mestre em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e doutor em Administração pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), Tanure atua há décadas nas áreas de gestão pública, educação e inovação, acompanhando de perto a evolução da instituição.

Diretor-executivo Marcos Tanure
Uma fundação em constante transformação
Ao longo dos anos, a FADEPE precisou se adaptar às mudanças do ambiente acadêmico e às novas demandas dos projetos apoiados. Se, em seus primeiros anos, os desafios estavam concentrados na estruturação dos processos administrativos, hoje a Fundação atua em um cenário cada vez mais dinâmico e complexo, que exige agilidade, eficiência e capacidade de resposta.
Para Marcos Tanure, uma das principais transformações dessa trajetória foi justamente o fortalecimento da gestão interna e da prática de atendimento às necessidades da comunidade acadêmica. Segundo ele, esse processo foi construído a partir de investimentos contínuos em modernização e qualificação. “Com o tempo, investimos fortemente na digitalização de rotinas, na capacitação da nossa equipe e na agilização das compras e contratações para projetos. A FADEPE se consolidou como referência porque aprendeu a simplificar os caminhos administrativos sem perder o rigor técnico e legal.” Esse movimento permitiu que a Fundação ampliasse sua atuação e acompanhasse o crescimento e a complexidade dos projetos desenvolvidos pelas instituições apoiadas.
O papel das fundações no fortalecimento da universidade pública
Ao longo de sua história, a FADEPE também acompanhou a evolução do papel desempenhado pelas fundações de apoio dentro das universidades e instituições públicas de pesquisa. Embora o tema ainda gere questionamentos, Marcos destaca que essas organizações exercem uma função estratégica para o fortalecimento das atividades acadêmicas e científicas.
Na sua avaliação, as fundações atuam como mecanismos de articulação capazes de conectar diferentes atores envolvidos na produção do conhecimento, contribuindo para que projetos sejam executados com mais eficiência e segurança. Segundo ele, “as fundações de apoio não representam o desmonte ou a privatização do Estado. Elas funcionam como mecanismos de facilitação e articulação de soluções complexas.” Logo, essa atuação permite que universidades e instituições de pesquisa ampliem sua capacidade de resposta às demandas da sociedade, garantindo que o conhecimento produzido no ambiente acadêmico possa gerar resultados concretos sem abrir mão da transparência, da ética e do interesse público.
Credibilidade construída ao longo da trajetória
Entre os avanços mais significativos da história da FADEPE, Marcos destaca a construção de uma relação de confiança com a comunidade acadêmica e com instituições parceiras. Esse reconhecimento permitiu que a Fundação ampliasse sua atuação e passasse a apoiar iniciativas cada vez mais complexas.
Nos últimos anos, a instituição fortaleceu sua atuação junto a parceiros como IF Sudeste MG, EPAMIG, FUNED e EBSERH/HU-UFJF, ampliando sua participação na gestão de projetos e iniciativas estratégicas. Para Marcos, essa credibilidade foi construída a partir da combinação entre agilidade operacional, segurança jurídica e compromisso com a transparência. “O maior avanço foi a consolidação da confiança na FADEPE, tanto por parte da comunidade acadêmica interna quanto de importantes parceiros externos.” Para ele, foi justamente essa confiança que permitiu à Fundação assumir a gestão de projetos de maior porte e contribuir para o fortalecimento do ecossistema de inovação da região. Ao garantir uma gestão eficiente dos recursos e prestações de contas rigorosas, a instituição oferece as condições necessárias para que pesquisadores e coordenadores concentrem seus esforços no desenvolvimento de projetos e soluções voltadas à sociedade.
Os desafios e oportunidades dos próximos anos
Se os últimos anos foram marcados pela consolidação institucional, os próximos exigirão capacidade de adaptação diante de um cenário cada vez mais dinâmico para a ciência, a inovação e a gestão de projetos.
Na avaliação de Marcos Tanure, um dos principais desafios será lidar com a volatilidade do financiamento à pesquisa, ampliando e diversificando as fontes de recursos disponíveis para instituições e pesquisadores. Ao mesmo tempo, será necessário manter a eficiência dos processos diante de exigências cada vez maiores de controle e regulação.
Apesar desse cenário, ele observa que as transformações tecnológicas também criam oportunidades importantes para aprimorar a gestão dos projetos apoiados pelas fundações. “A aplicação de Inteligência Artificial e automação nos processos pode otimizar significativamente os fluxos de compras, contratos e prestações de contas, trazendo mais eficiência à gestão.” Além dos avanços tecnológicos, ele destaca que o fortalecimento da inovação e da transferência de tecnologia abre novas possibilidades de cooperação com o setor produtivo e de ampliação da captação de recursos. Dessa forma, ele enfatiza que há espaço para desenvolver projetos estratégicos de maior alcance, ampliar parcerias e fortalecer iniciativas que contribuam para aproximar ainda mais o conhecimento produzido nas instituições de ensino e pesquisa das necessidades da sociedade.
Ao completar 31 anos, a FADEPE chega a esse novo momento apoiada em uma trajetória construída pela capacidade de adaptação, pelo fortalecimento de parcerias e pelo compromisso com a excelência na gestão de projetos. Para Marcos Tanure, os desafios dos próximos anos representam também uma oportunidade de ampliar esse legado, fortalecendo a contribuição da Fundação para o desenvolvimento científico, tecnológico e institucional de Minas Gerais e do país.